Administração Hoteleira

2018 sem mistérios ou especulações

Para 2018 – Qualifique-se

Encontrei um artigo sobre o qual já fiz uma postagem haja vista que a revista que o publicou desta vez faz menção ao original, e me chamou mais uma vez a atenção inicialmente o título “cinco previsões para a hotelaria em 2018” a primeira coisa que me chama a atenção é: só 5? Mas já que foram cinco vamos falar nelas na ordem em que foram colocadas, a primeira é:

# “As diárias no Brasil vão subir em algumas cidades.”

Aos nossos consultados fica o alerta, todas as diárias até aquelas nas cidades com maiores dificuldades de mercado podem subir, e deverão, porém, não se esqueça de lhes agregar valor principalmente com ações que o seu cliente estivesse esperando ou que o possam surpreender positivamente, senão ele vai dizer “Aqui a única coisa que mudou foi o preço” e isso não será positivo e vai dar um resultado contraproducente, cuidado.

A segunda colocação brada aos céus:

# “Controlar os custos de distribuição é cada vez mais possível”

O que é que é isso? sempre foi possível controlar os custos, todos eles e qualquer um, tudo o que se paga é mensurável, pessoalmente faço isso há 43 anos e com precisão suficiente (matemática é uma ciência exata) para poder gritar aos 7 ventos, “Não há hotéis que não deem lucro há hotéis mal administrados.” Ou dirigidos por quem não sabe fazer contas o que dá no mesmo.   Não tem como ter certeza que um empreendimento vai dar lucro se não puder determinar custos todos e os mais detalhados.

Nesta parte eu vou postar uma planilha manuscrita que tem mais de 35 anos e todos os que participaram de nossos cursos já a viram, então

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As inovações que complicam e não levam a nada…

… ou será que levam, normalmente a demissões de pessoas que têm ou teriam um grande potencial, mas quando o contratante ouviu o galo cantar e não sabe de onde as coisas ficam, eu diria ridículas.

Vi no Linkedin um anuncio, que recortei sem identificar a origem, mas publico a seguir:

Bem esse é mais um “Cargo inovador” fui gerente geral de Hotel mais de 20 anos e nunca abri mão dessa análise, isso porque eu sempre recebi sobre resultados, mas colocam um bom coordenador de reservas ou o bom recepcionista nesta função e o que vai acontecer? – nada porque uma empresa que procura este tipo de cargo não sabe onde quer chegar.

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Sobre certas previsões para 2018.

Quanto às diárias Brasil, a alta já se vem verificando, senão reparem https://goo.gl/Xt2re6  e como eu costumo dizer para chamar a atenção dos que não se debruçam tanto assim sobre os Números:

Diária média é um parâmetro e como a maioria deles muito fraco o que realmente importa não é a diária média e sim o quanto custou para atingi-la, se a sua diária média é de R$ 198,00, mas o custo de seu apartamento ocupado é de R$ 201,00 então não faz o menor sentido subir a diária sem consertar a equação, e acreditem isso é muito comum.

Quando sabemos o valor do custo de nossa UH vendida, já temos, ou deveríamos ter nele o custo de distribuição, voltamos aos custos conscientes.

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Modernismos #Sóquenão…

Li um destes dias uma postagem no linkedin sobre um Grande profissional que muito respeito e de quem sou Amigo.

No título vinha: “Com gestão inovadora…” fui ler afinal é assim que se estuda e estudando que se aprende e foi bom, porque sabendo do que se trata posso criar e fundamentar meu título.

Aos 14, quase 15 anos eu já andava dentro de hotel, claro que em hotelaria séria com esta idade contato com o senhor Hóspede nem pensar, mas sempre há uma vassoura um rodo um tambor a ser lavado e para um dia você dirigir tem que saber fazer, é muito mais fácil começar por baixo quando se é mais novo, e assim aconteceu comigo.

Mas vamos lá há tal “gestão Inovadora” para mim ela data de 1870/talvez 1877 – (Sim eu não me enganei, disse mil oitocentos e setenta e sete) Cezar Ritz o Rei dos Hoteleiros ou como o chamavam o Hoteleiro dos reis assumiu suas primeiras gerências por volta de 1877. – E ele fez e sempre difundiu aquilo a que hoje alguém aparece chamando de “gestão inovadora” permitam-me lembrar, se a gestão não atender os desejos – TODOS os desejos do senhor Hóspede e exceder em suas expetativas está fadada ao fracasso, aí vêm as crises. Porque o Di Capri passou pela crise “por cima” conheço outros, mas não estou autorizado a usar os nomes, O que eles fazem é SÓ ISSO “Gestão Inovadora” Há!! Por favor eles fazem gestão hoteleira secular e os que não aprenderem a voltar no tempo sem deixar de usar as modernas tecnologias vão fechar ou passar para as mãos de quem sabe fazer isso.Read more

Gestão de restaurantes e hoteleira – parte IV

Conversava um destes dias com alguns Restaurateurs ligados à chamada “alta gastronomia” comentavam estar sempre em busca dos melhores produtos e fornecedores, no entanto, os volumes de suas compras não são feitos em grande escala, o que representa uma diminuição na vantagem de conquistar melhores preços e condições, resultando em índices de custo mais altos. Isto é efetivamente um “problema” e eles me perguntaram: Qual seria, em sua opinião, a solução mais viável para minimizar estes custos?

É simples, mas as pessoas precisam entender que foram feitas para viver em sociedade e é muito mais lucrativo ter parceiros que concorrente então sugeri o óbvio, o cooperativismo, mas, empresários brasileiros de uma forma geral, não aceitam essa sugestão nestes casos. Mesmo assim me perguntaram se eu já havia feito isso com algum sucesso e como seria, sugeri com base em dados que tinha pesquisado recentemente.

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Gestão de restaurantes e hoteleira – parte III

O Revenue Management necessita de algum tipo de sistema para implantá-lo? Essa pergunta é muito comum e a resposta está na imagem:

Como diz um amigo meu: “muita calma nessa hora”. Há mais de 40 anos quando eu comecei o sistema era o da imagem acima, ele tem com toda a certeza mais de 35 anos, não havia PCs, não havia notes, Excel nem pensar, mas este tipo de administração começou a tomar corpo nos primórdios da era cristã, em meados do século XIX (19) começaram as ações que davam mais tarde a hipótese de se implementar esse tipo de sistema, mas ainda era no papel quiçá no pergaminho. Porém hoje os sistemas são necessários sim, mas só porque eles nos permitem a velocidade necessária para acompanhar o dia a dia e nos deixam tempo para outras coisas, mas eu sou categórico ao afirmar, não compre um sistema sem dominar o raciocínio do que precisa, ou seja saiba primeiro como fazer na mão como a imagem acima, só então pode realmente escolher o sistema que precisa.

NOTA: Os PMSs que estão no mercado Brasileiro, mesmo os que dizem ter o “módulo de RM” não é real, o que eles têm é uma captação de dados que na maioria das vezes os leva a emitir balancetes com prejuízo, eles pegam dados do mercado, mas o principal que são os próprios dados eles não consideram ou sejam é algo que um dia pode vir a ser RM, mas realmente é tudo menos isso, RM não é reativo. (Além de 3 ou 4 redes Internacionais ninguém mais tem esse sistema funcionando em PMS)

 

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Gestão de restaurantes e hotelaria – parte II

Alguns grupos do setor de restauração que possuem diversos pontos de venda (lojas) com gastronomia mais elaborada e lojas com produtos mais populares revelam que apesar do aumento em sua receita, a rentabilidade das lojas está muito abaixo do que fora projetado. Segundo eles, a tendência é trabalharem na padronização, com o risco de gerar uma perda de identidade, isto acontece só que eu não chamaria de perda de identidade e sim que estariam optando por uma delas, porém a falta de rentabilidade não é porque têm vários tipos de opções e sim porque estas estão com toda a certeza mal geridas, problema de rentabilidade, vem sempre da direção, ou por ações que deveriam ser tomadas e não foram ou por insistência em paradigmas criados e que fazem questão de seguir ou ainda e simplesmente porque não há uma gestão profissional, e quanto antes esta assumir isso e procurar a solução, mais rápido deixa de perder rentabilidade. E claro que este modelo é com certeza rentável, é sempre questão de analise, mas com um diagnóstico correto a analise vai permitir o rumo de volta à rentabilidade, ou a total mudança de rumos, mas empresas ou dão lucro ou se liquidam.

Divulguei recentemente em uma matéria, números reais, estes mesmos números eu venho usando nos últimos cursos de Revenue Management, eles mostram faturamentos e índices excepcionais que davam prejuízo, isso é o que muitas vezes significa aumento de receita, quando a gestão e seja ela do que for se fundamenta na ciência do Revenue Management nenhum gestor visa o aumento de receita o que realmente perseguimos é o aumento da RENTABILIDADE é esta que nos coloca “o pão na mesa”.

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Engenharia de Cardápios

Quando tudo parece estar certo e o seu caixa contradiz isso, chega a hora de ouvirmos aquele velho ditado “onde há fumaça, há fogo”. Matemática é uma ciência exata e se tudo está bem precisa sobrar esse resultado nos balanços.

É sempre conveniente manter o pessoal treinado e motivado eles lidam o dia inteiro com pessoas. Temos uma publicação, talvez uma das mais lidas nos últimos meses que fala das margens de lucro nos restaurantes.

Há várias circunstâncias que influenciam nesses lucros e uma delas é sem dúvida a engenharia de cardápios que é uma matéria muito complexa iniciando pela forma como os custos são calculados em cada ficha técnica. Abaixo vamos dar uma pequena mostra de toda essa complexidade. A Águia Consultorias empresa do Grupo Ventura e Associados. Tem cursos e publicações literárias sobre este assunto.

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Hotelaria ou Hospedaria

Chega de dissertação sobre o que é e de onde veio a hotelaria pelo menos a nossa. Como consultor todos sabem que me coloquei sempre contra terceirizações, as pessoas que prestam serviços ganham então sempre pergunto porque dar aos outros o que você deveria lucrar? Mas isso era muito constante já que a área de A & B (alimentos e bebidas) embora muito rentável ela precisa de conhecimentos pois é muito cheia de detalhes, e os conhecimentos precisam profissionalização.

Nas últimas viagens que fiz e tive oportunidade de conversar com hoteleiros vejo que os mesmos que terceirizavam a faziam apologia à terceirização estão retomando todos os restaurantes de seus hotéis de volta, e aqui eu falo de pelos menos as duas maiores cadeias em operação, e uma outra que tem como CEO um grande profissional esta eu esperava já que uma das primeiras ações assim que assumiu o grupo foi retomar os restaurantes.

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