Administração

POR QUE CONSULTORIA (DE VERDADE) CONTINUA SENDO UMA DAS MELHORES DECISÕES DE GESTÃO EM 2026

Temos, no nosso mercado, excelentes consultores: gente competente, ética, com ampla vivência e “quilometragem” real de operação. Profissionais que enfrentaram mercados com todas as suas nuances, sentiram a pressão do caixa, do hóspede, da equipe e do proprietário — e, justamente por isso, hoje ajudam empreendedores e gestores a entrarem (ou permanecerem) no jogo com consciência.

E faço questão de dizer: consultoria séria não nasce de palco, nasce de chão de operação.
Sem falsa modéstia, faço parte desse grupo que veio da prática e continua atuando profissionalmente.

O objetivo deste texto é simples: mostrar por que consultoria bem-feita continua sendo um dos investimentos mais inteligentes para quem quer rentabilidade, previsibilidade e padrão — especialmente em hotelaria e Alimentos & Bebidas, onde o detalhe vira lucro ou vira prejuízo.

Mas por favor nunca chame o consultor a menos que queira ver o seu problema resolvido

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Calcule a Tarifa de um Apartamento incluindo Encargos e Taxas

 

 

 

 

 

 

 

Entendendo a Estrutura de Custo para a Tarifa Balcão

Antes de determinar o valor ideal de venda de uma diária, precisamos calcular quanto ela deve custar para cobrir todas as cargas operacionais e ainda gerar o lucro desejado. A seguir, mostramos um exemplo com base em uma estrutura percentual.

Composição de Custos:

Item % Faturamento Percentual Real
Pagamentos com Cartões 40% da venda 2%
OTAs (Booking, Expedia etc) 36% da venda 5,76%
Agências de Viagens              20% da venda 2,4%
Impostos 100% da base 16,73%
Markup (Lucro desejado) 100% da base 50%
Total de Encargos   76,89%

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Hoteleiros do Futuro: É Hora do Governo Brasileiro Ouvir Quem Realmente Representa a Hotelaria Nacional

Por Rui Ventura | Águia Consultoria & Administração

Entre 26 de Março e 05 de abril, aconteceu na China um dos encontros mais representativos para o futuro da hotelaria brasileira: o evento “Hoteleiros do Futuro”. Esse evento não foi apenas simbólico; ele foi estratégico, representativo e revelador.

Os números falam por si só:

  • 31 hoteleiros brasileiros estiveram presentes, levando consigo uma poderosa representação de mercado.
  • Esses profissionais representaram 113 hotéis, totalizando 17.980 Unidades Habitacionais (UHs).
  • Juntas, essas propriedades geram um faturamento anual impressionante de 3,7 bilhões de reais.

Esses dados não são meras estatísticas: eles são argumentos sólidos que deveriam pautar as políticas públicas voltadas à hotelaria nacional. Mais do que nunca, é essencial que o governo federal entenda que a hotelaria não é apenas um segmento de apoio, mas uma força econômica, geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional.

Juntemos aos dados acima, vindo diretamente de CEOs os dados a ABRACORP e do FOHB:Read more

Vamos Ter Profissionalismo com Retenção de Colaboradores

É impossível falar de excelência em hospitalidade sem tratar do principal ativo de um hotel: a mão de obra. Ainda assim, o setor insiste em manter políticas frágeis de contratação, salários abaixo do ideal e uma cultura de promoções apressadas — como bem aponta o artigo publicado no portal UAI, e que precisa ser lido e discutido seriamente.

Concordo plenamente com a crítica feita no texto: não faltam pessoas querendo trabalhar — falta investir na profissionalização de quem serve. E, infelizmente, isso ainda é visto por muitos gestores como “gasto”, quando deveria ser compreendido como investimento estratégico de longo prazo.

 

Salários e reconhecimento: comparações que falam por si

Durante os últimos três anos, tive a oportunidade de acompanhar de perto a hotelaria portuguesa, estive lá. Lá, o cargo equivalente ao nosso gerente geral (o “Diretor Geral”) já era há 50 anos, tem salários que variam de 65.000 a 128.000 euros por ano, considerando sempre o 13º mês. Gerentes de áreas operacionais chegam a 60.000 euros anuais.

No Brasil? O PNAD aponta R$ 6.900,00 mensais como média para gerentes de hotel — algo próximo de 14 mil euros por ano. Essa defasagem não é apenas cambial: é cultural. Portugal investe em formação contínua, carreira estruturada e em escolas especializadas (como as Escolas do Turismo de Portugal). Aqui, ainda tratamos a equipe como custo variável e descartável.Read more

Precificação Dinâmica: Simples, mas Não Fácil

Como tudo na vida precificação é uma disciplina de um curso, precisa dominar então sim passa a ser fácil.

No mercado hoteleiro, todos os dias são dias de demanda. A diferença está em como você responde a ela. Precificação dinâmica, como sempre digo, é coisa simples. Mas não é fácil. Requer conhecimento profundo sobre seu produto, seus custos, seu mercado e, principalmente, sobre o valor percebido pelo cliente.

Muitas vezes até para parametrizar as ferramentas excelentes que estão hoje no mercado precisa ter domínio de percentagens, pois elas trabalham a partir destes parâmetros.

Vamos direto ao ponto: se às 14h do dia você está com 50% de ocupação, ou mesmo 45%, esse é o momento de agir. Existe demanda? Sim. O que falta é uma estratégia que transforme essa demanda em rentabilidade. Muitos hoteleiros ainda precificam com base no “quanto a concorrência está cobrando” ou “quanto eu acho justo”. Mas o que o quadro que anexamos mostra é bem diferente: quando a ocupação cai, o custo por quarto vago sobe e não é linear.

No primeiro cenário da planilha, com previsão de ocupação em 37%, o custo por quarto ocupado é de R$ 78,81. Quando a ocupação baixa para 30%, esse custo sobe para R$ 97,20, na tabela mostra quando é a subida ou a descida em termos % o nº está em vermelho. E mesmo com um leve aumento para 40%, o custo por quarto baixa: R$ 66,82. Esses números deixam claro que cada ponto percentual de ocupaçãoafeta diretamente o resultado financeiro.Read more

Multipropriedade Timesharing

A multipropriedade e o Timesharing são modelos imobiliários que ganham espaço no setor turístico e hoteleiro, cada um com características próprias e implicações legais específicas.

Multipropriedade:

Vantagens:

  • Direito real sobre o imóvel, permitindo venda, transferência e herança.
  • Redução significativa de custos, divididos entre os coproprietários.
  • Uso garantido em períodos pré-definidos, com segurança jurídica.

 

Desvantagens:

  • Dificuldade de revenda pela especificidade do modelo e baixa liquidez.
  • Possíveis conflitos entre coproprietários sobre uso e manutenção.
  • Custos fixos obrigatórios, mesmo que o proprietário não utilize o imóvel.

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Custos: Reduzir ou Diluir

Nem sempre reduzir é o que a palavra diz, muitas vezes o que se toma como redução não é, e quando poderia ser tem efeito contraproducente. Vamos ver o quanto se deve cortar e o quanto deverá ser diluído, esta é a prática que dá lucro. Diluir
Deixa-me tentar ajudar. Se conseguimos uma redução de custos na casa dos 5% vamos ter um aumento real nas receitas não superior a 3%. Maravilhoso, “a fórmula certa para a boa administração…” Talvez não.
Por favor, não me façam rir, há muitos estudos que demonstram isso, e eu sempre usei os do ISCA, porém já li vários outros e quando se fazem contas com os dados fornecidos chega-se a essa Magnífica conclusão, podendo assim acrescentar, neste caso: “A economia é a base de porcaria”.

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Retendo Talentos na Hotelaria é sempre um Grande Desafio.

Não é de hoje, mas reter talentos na hotelaria é sempre um grande desafio, e pasmem por aqui vai continuar, em que pese eu conhecer empresas hoteleiras cuja maior dificuldade é você conseguir tirar um colaborador de lá. Por quê? Porque para eles o importante é o funcionário satisfeito.

Conhecem o nosso slogan:

“Não há hotéis que não deem lucro, há hotéis mal administrados”.

Aqui chegam os que se queixam da “dor de dentes” do vizinho. Na pandemia a solução mais inteligente financeiramente em 98% dos casos era fechar, como aliás foi. Mas houve os que não fecharam, tiveram lucro e os colaboradores não os abandonaram.

Existe Algum Milagre

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