Administração Hoteleira

Revenue Management: a disciplina que nasceu para gerar rentabilidade — não apenas receita

Há certas ideias na hotelaria que parecem óbvias hoje, mas só parecem óbvias porque alguém as formulou primeiro, testou, errou, corrigiu e provou que funcionavam. Revenue Management é uma dessas ideias.

Hoje qualquer conversa sobre estratégia hoteleira menciona conceitos como RevPAR, ADR, Forecast, pricing dinâmico, segmentação de demanda ou canais de distribuição. Mas houve um tempo em que a hotelaria operava com uma lógica muito mais simples: vender quartos, perseguir ocupação e celebrar receita bruta.

O problema é que receita bruta nunca contou a história completa.

Foi exatamente para resolver essa distorção que nasceu o Revenue Management moderno.

A disciplina surgiu originalmente na aviação comercial, onde o problema econômico era claro: o assento vazio de hoje nunca poderia ser vendido amanhã. A capacidade era fixa, a demanda era incerta e os clientes tinham disposições a pagar completamente diferentes.

Quando essa lógica foi trazida para a hotelaria, o produto mudou — de assento para quarto —, mas a natureza do desafio continuou exatamente a mesma: como transformar capacidade perecível em valor econômico máximo.

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POR QUE CONSULTORIA (DE VERDADE) CONTINUA SENDO UMA DAS MELHORES DECISÕES DE GESTÃO EM 2026

Temos, no nosso mercado, excelentes consultores: gente competente, ética, com ampla vivência e “quilometragem” real de operação. Profissionais que enfrentaram mercados com todas as suas nuances, sentiram a pressão do caixa, do hóspede, da equipe e do proprietário — e, justamente por isso, hoje ajudam empreendedores e gestores a entrarem (ou permanecerem) no jogo com consciência.

E faço questão de dizer: consultoria séria não nasce de palco, nasce de chão de operação.
Sem falsa modéstia, faço parte desse grupo que veio da prática e continua atuando profissionalmente.

O objetivo deste texto é simples: mostrar por que consultoria bem-feita continua sendo um dos investimentos mais inteligentes para quem quer rentabilidade, previsibilidade e padrão — especialmente em hotelaria e Alimentos & Bebidas, onde o detalhe vira lucro ou vira prejuízo.

Mas por favor nunca chame o consultor a menos que queira ver o seu problema resolvido

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Hospitalidade de Luxo na sua Essência: O que Está Faltando nos Dias Atuais

No cenário atual da consultoria empresarial e hotelaria de alto padrão, compreender a verdadeira essência da hospitalidade de luxo tornou-se mais crucial do que nunca. A Águia Consultoria identifica as lacunas que têm surgido neste segmento e oferece soluções estratégicas para empresas que buscam excelência no atendimento premium.

A Evolução do Conceito de Luxo na Hospitalidade

O luxo contemporâneo transcende os elementos materiais. Enquanto mármores nobres, roupas de cama egípcias e champagne francês continuam relevantes, a experiência personalizada emerge como o verdadeiro diferencial. Nossos consultores especializados em hospitalidade premium constatam que muitas empresas ainda confundem ostentação com valor percebido pelo cliente.

A consultoria em hospitalidade de luxo deve focar nRead more

Hoteleiros do Futuro: É Hora do Governo Brasileiro Ouvir Quem Realmente Representa a Hotelaria Nacional

Por Rui Ventura | Águia Consultoria & Administração

Entre 26 de Março e 05 de abril, aconteceu na China um dos encontros mais representativos para o futuro da hotelaria brasileira: o evento “Hoteleiros do Futuro”. Esse evento não foi apenas simbólico; ele foi estratégico, representativo e revelador.

Os números falam por si só:

  • 31 hoteleiros brasileiros estiveram presentes, levando consigo uma poderosa representação de mercado.
  • Esses profissionais representaram 113 hotéis, totalizando 17.980 Unidades Habitacionais (UHs).
  • Juntas, essas propriedades geram um faturamento anual impressionante de 3,7 bilhões de reais.

Esses dados não são meras estatísticas: eles são argumentos sólidos que deveriam pautar as políticas públicas voltadas à hotelaria nacional. Mais do que nunca, é essencial que o governo federal entenda que a hotelaria não é apenas um segmento de apoio, mas uma força econômica, geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional.

Juntemos aos dados acima, vindo diretamente de CEOs os dados a ABRACORP e do FOHB:Read more

Precificação Dinâmica: Simples, mas Não Fácil

Como tudo na vida precificação é uma disciplina de um curso, precisa dominar então sim passa a ser fácil.

No mercado hoteleiro, todos os dias são dias de demanda. A diferença está em como você responde a ela. Precificação dinâmica, como sempre digo, é coisa simples. Mas não é fácil. Requer conhecimento profundo sobre seu produto, seus custos, seu mercado e, principalmente, sobre o valor percebido pelo cliente.

Muitas vezes até para parametrizar as ferramentas excelentes que estão hoje no mercado precisa ter domínio de percentagens, pois elas trabalham a partir destes parâmetros.

Vamos direto ao ponto: se às 14h do dia você está com 50% de ocupação, ou mesmo 45%, esse é o momento de agir. Existe demanda? Sim. O que falta é uma estratégia que transforme essa demanda em rentabilidade. Muitos hoteleiros ainda precificam com base no “quanto a concorrência está cobrando” ou “quanto eu acho justo”. Mas o que o quadro que anexamos mostra é bem diferente: quando a ocupação cai, o custo por quarto vago sobe e não é linear.

No primeiro cenário da planilha, com previsão de ocupação em 37%, o custo por quarto ocupado é de R$ 78,81. Quando a ocupação baixa para 30%, esse custo sobe para R$ 97,20, na tabela mostra quando é a subida ou a descida em termos % o nº está em vermelho. E mesmo com um leve aumento para 40%, o custo por quarto baixa: R$ 66,82. Esses números deixam claro que cada ponto percentual de ocupaçãoafeta diretamente o resultado financeiro.Read more

Multipropriedade Timesharing

A multipropriedade e o Timesharing são modelos imobiliários que ganham espaço no setor turístico e hoteleiro, cada um com características próprias e implicações legais específicas.

Multipropriedade:

Vantagens:

  • Direito real sobre o imóvel, permitindo venda, transferência e herança.
  • Redução significativa de custos, divididos entre os coproprietários.
  • Uso garantido em períodos pré-definidos, com segurança jurídica.

 

Desvantagens:

  • Dificuldade de revenda pela especificidade do modelo e baixa liquidez.
  • Possíveis conflitos entre coproprietários sobre uso e manutenção.
  • Custos fixos obrigatórios, mesmo que o proprietário não utilize o imóvel.

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O Revenue Management Rentabilizando

Quando começamos estas eram as ferramentas disponíveis.No universo da gestão hoteleira, onde cada quarto vazio representa uma oportunidade perdida às vezes porque é assim mesmo, outras porque a falta de informação nos levou a isso a taxa de ocupação é meticulosamente planejada, o Revenue Management emerge como uma ferramenta poderosa capaz de desvendar as possibilidades de rentabilidade ocultas nas nuances do mercado, ele é o melhor dos parceiros, mas não admite desperdiçar nenhuma informação, todas têm sua importância e devem ser analisadas cada uma por si e o conjunto. Como um regente soberano na sinfonia financeira, esse conceito revoluciona a forma como os hotéis maximizam sua receita, equilibrando oferta e demanda com maestria.Read more

Alojamento Local ou Moradia

A nova lei do AL não deixa que ninguém em sã consciência invista no tipo de empreendimento, mas essas duas construções estão a 100 metros uma da outra no centro do Porto.

A que está cercada é fácil entender que vai cair, nem sei mesmo se a recuperação seria viável, e muito menos para qualquer tipo de habitação, mas a que está com a placa de vende-se é recuperável, então o que algum hoteleiro espera para recuperá-la e transformá-la não em um AL mas em residência digna e decente para renda a preços igualmente decentes e disponibilizá-la para mão-de-obra que a maioria das vezes não conseguem por falta de moradia?Read more

Custos: Reduzir ou Diluir

Nem sempre reduzir é o que a palavra diz, muitas vezes o que se toma como redução não é, e quando poderia ser tem efeito contraproducente. Vamos ver o quanto se deve cortar e o quanto deverá ser diluído, esta é a prática que dá lucro. Diluir
Deixa-me tentar ajudar. Se conseguimos uma redução de custos na casa dos 5% vamos ter um aumento real nas receitas não superior a 3%. Maravilhoso, “a fórmula certa para a boa administração…” Talvez não.
Por favor, não me façam rir, há muitos estudos que demonstram isso, e eu sempre usei os do ISCA, porém já li vários outros e quando se fazem contas com os dados fornecidos chega-se a essa Magnífica conclusão, podendo assim acrescentar, neste caso: “A economia é a base de porcaria”.

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O Consultado Pergunta

Amigo Eduardo isso a gente já viu mais vezes, mas nada como a experiência de quem faz há 40 anos.

Resposta à sua 1ª duvida. – Não se trata de lucratividade e sim de custo operacional, um hotel precisa operar com 29 a 33,3% de ocupação, estamos falando do seu hotel, se entrarmos no luxo isso muda.

Exemplo: se fatura 100, seu custo não pode ser superior a 33,3.

Eu nunca operei assim isso é académico, mas tenho consultados que operam. Eu nunca operei HOTÉIS, a menos de 34,9% nunca cheguei aos 35% – porém eu invisto mais sei o porquê e onde porque sei onde isso me leva.

Um Hotel não opera a 33,3% porque queremos, precisamos definir os parâmetros que levam a isso.Read more