Revenue Management: a disciplina que nasceu para gerar rentabilidade — não apenas receita
Há certas ideias na hotelaria que parecem óbvias hoje, mas só parecem óbvias porque alguém as formulou primeiro, testou, errou, corrigiu e provou que funcionavam. Revenue Management é uma dessas ideias.
Hoje qualquer conversa sobre estratégia hoteleira menciona conceitos como RevPAR, ADR, Forecast, pricing dinâmico, segmentação de demanda ou canais de distribuição. Mas houve um tempo em que a hotelaria operava com uma lógica muito mais simples: vender quartos, perseguir ocupação e celebrar receita bruta.
O problema é que receita bruta nunca contou a história completa.
Foi exatamente para resolver essa distorção que nasceu o Revenue Management moderno.
A disciplina surgiu originalmente na aviação comercial, onde o problema econômico era claro: o assento vazio de hoje nunca poderia ser vendido amanhã. A capacidade era fixa, a demanda era incerta e os clientes tinham disposições a pagar completamente diferentes.
Quando essa lógica foi trazida para a hotelaria, o produto mudou — de assento para quarto —, mas a natureza do desafio continuou exatamente a mesma: como transformar capacidade perecível em valor econômico máximo.



No cenário atual da consultoria empresarial e hotelaria de alto padrão, compreender a verdadeira essência da hospitalidade de luxo tornou-se mais crucial do que nunca. A Águia Consultoria identifica as lacunas que têm surgido neste segmento e oferece soluções estratégicas para empresas que buscam excelência no atendimento premium.

Por Rui Ventura | Águia Consultoria & Administração
É impossível falar de excelência em hospitalidade sem tratar do principal ativo de um hotel: a mão de obra. Ainda assim, o setor insiste em manter políticas frágeis de contratação, salários abaixo do ideal e uma cultura de promoções apressadas — como bem aponta o artigo publicado no portal UAI, e que precisa ser lido e discutido seriamente.

